Tuesday, 25 February 2014
Mini Farm in Mitte Berlin!!! :) Mini Fazenda no centro de Berlim!! :)
Diese Stadt ist beeindruckend!! Ich liebe es! :)
Ich wusste es nicht dass man KOSTENLOS einen Mini Farm in Mitte Berlin besuchen kann! :)
Weddinger Kinderfarm e.V: Verschiedenen Tieren und Spielen befinden sich in die Luxemburger Strasse, 25, neben UBahn Leopoldplatz. Viel Spaß!! :)
Berlim é surpreendente, eu amo isso! :) Eu nao sabia que é possível visitar vários animais no centro da cidade, em uma mini fazenda, e ainda, gratuitamente!! :)
Vários bichos e brincadeiras, na rua Luxemburger, 25, perto do metrô Leopoldplatz! :) Diverta-se!! ;)
Sunday, 23 February 2014
Segundo dia "Maratona Berlinale": Kreuzweg, Curtas, Air Force e "Hoje eu quero voltar sozinho"
O primeiro filme do segundo dia da minha Berlinale, a segunda-feira, 09.02, comecou às 9:30 no Friedrichstadt Palast. Ensolarado e com 12 graus já de manhã, foi um dos dias mais quentes da Berlinale. E talvez pelo horário, várias cadeiras vazias, assisti ao filme sem companhia ao lado.
"Kreuzweg" (Stations of the cross), de Dietrich Brüggemann, concorrendo ao Urso de Ouro, ganhou no final o melhor roteiro para os irmãos Drietrich e Anna Brüggemann, e era uma das quatro produções alemãs (com parceria francesa) na disputa.
A atuação de Lea van Acken como a personagem principal Maria, também foi muito elogiada durante o festival. Ela vive a adolescente reprimida pela mãe, que é extremamente católica e segue inclusive o "catolicismo tradicional", no qual tudo pode ser pecado, até música e pensamentos.
Maria se convence que é preciso se sacrificar para ganhar o reino dos céus e acredita que tudo é uma provação. Pior, com o irmão mais novo doente, Maria comeca a doar sua vida em nome do "milagre da salvação" para o pequeno.
O filme segue os 14 caminhos da crucificação e mistura os momentos de Maria nas aulas para a Crisma, com a família quando é sempre criticada pela conservadora e pessimista mãe e na escola, por um lado descobrindo o amor por Christian (Moritz Knapp), por outro sendo colocada de lado e se tornando motivo de risos dos colegas por ficar cada vez mais bitolada. Até a música da aula de Educação Física é citada como "coisa do diabo" pela garota, pico de um dos conflitos com seus colegas.
Se por uma lado a produção de 107 minutos é "pesada" em vários momentos, por outro, arrancou vários risos da platéia em diálogos que soavam absurdos ou engraçados. O fim é trágico e a mensagem, contra o fanatismo, intolerância, radicalismo e fé irracional.
Do Friedrichstadt Palast, segui para o Cinemaxx, onde assisti os curtas e outros dois longas deste dia. Antes dos curtas, às 15:00, garanti os ingressos para a terça-feira.
Bem disputado, com pessoas sentadas inclusive no chão (ao meu lado, por exemplo, dois brasileiros!), o caos no Cinemaxx 1 já comecou na fila, um imenso amontoado. Especialmente a prensença de um público bem jovem chamou a atenção.
Participando da sessão Generation 14 Plus, o primeiro curta foi "Mike" (premiado no final da Berlinale), passado em Londres. O diretor grego Petros Silvestros mostra um adolescente impaciente, Mike (Lucian Charles Collier) que leva o irmão mais novo Jack (Daniel Walsh) para o cabelereiro, sem a mínima vontade.
Ele decide esperar no carro, onde fuma um baseado e tenta se distrair com música. Após algum tempo, resolve checar o motivo da demora do pequeno voltar. Primeiramente, é informado pela recepcionista (Jo Hartland) que nenhuma criança se encontra no salão.
Então, aparece o dono (Stephen Guy Daltry) do mesmo que o tranquiliza e pede para esperar, já que Jack estaria numa sala dos fundos. O dono liga para a mãe (Louise Breckon-Richards) que vem encontrá-los e convence Mike a voltar para o carro.
A última cena dos sete minutos do curta é Mike ao lado de sua mãe, no carro, em frente ao salão e um poste com flores e velas, mostrando a foto do irmão Jack morto.... tudo fica em aberto, um tanto misterioso e sinistro.
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Também de uma diretora grega, Rinio Dragasaki, "Proavlio" (Schoolyard) mostra o dia de dez crianças numa escola, cenas misturam bola de basquete, uma caneta rolando e muito silêncio na sala de aula. Ao sairem da escola, no pátio, os alunos comecam uma "guerra de água" ainda com seus uniformes.
A brincadeira vira uma "guerra de cores", as cores viram sangue, a risada, dor, da diversão, agressão. Em dez minutos, a tentativa de gerar perguntas (qual o limite da brincadeira e da violência? entre outras) e o final com todos deitados, exaustos, no pátio escolar.
---x---
"Vertrarmorgun" (Winter Morning) foi filmado nas Ilhas Faroé, em Skopun, perto da Dinamarca, cidade natal do diretor Sakaris Stórá. Maria (Armagarõ Mortensen) e Birita (Helena Heõinsdóttir) vivem, em 19 minutos, uma noite e manhã típica de adolescentes: drogas, sexo e festa é o tema, principalmente o suposto lebianismo de uma das garotas, que, convencida pela amiga, transa com um rapaz na festa para provar o contrário, mesmo sem ter certeza de suas preferência sexuais.
A influência dos companheiros, o medo do isolamento, a descoberta do próprio ego, os limites da amizade são alguns dos temas explorados no curta.
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"Seagulls", do inglês Martin Smith, mostra em 14 minutos a mudança e adaptação de Ryan (Mikey Hoc) e sua mãe (Kathleen McDermott) em um vialerjo na costa da Escócia. Ryan é esforçado e trabalhador, ajuda a mãe com seu pequeno negócio e ela insiste que ele deve se enturmar.
Ryan tenta e um dia, vai com alguns garotos do vilarejo passear por umas colinas. Um mergulho perigoso dele, que deveria provar sua coragem e obter então, o respeito dos outros, acaba dando errado, principalmente por, após voltar da água, Ryan empurrar um segundo garoto pra testar sua coragem. Em vez da aprovação, Ryan consegue a rejeição total da turma.
---x---
A ideia do japonês Isamu Hirabayashi é excelente: acompanhar os pés de um soldado que caminha sobre restos da guerra. Mas os 14 minutos do curta "Soliton" foram os mais torturosos de toda a Berlinale para mim!
A câmera rápida acompanhando os passos e os diversos ruídos, às vezes extremamente irritantes e altos, me causaram náusea e muita irritação. O soldado passa por cima de várias "paisagens", pedras, água, destroços, areia, colinas, e termina ao lado dos pés de uma criança com seu bichinho de estimação. Ideia boa, filme horrível!
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Sven (Ko Zandvliet) e Gijs (Jonas Smulders) atuam como os melhores amigos nesta produção holandesa de 20 minutos de Mees Peijnenburg, nascido em Amsterdã. Os dois são amigos inseparáveis e fazem tudo juntos: planos para viagens futuras, festas, pensar na vida.... eles são tão íntimos que até enquanto um está fazendo sexo, o outro entra no quarto sem cerimônia.
Tudo vai bem até o dia em que eles se envolvem numa briga e Gijs é atingido na cabeca, entrando em coma. Sven prova sua amizade visitando o amigo diariamente no hospital e não perdendo as esperanças que este se recupere, o que acontece após muitos dias de sofrimento para ambos.
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Tive de sair antes do último curta desde dia para nao perder o clássico "Air Force", no cinemaxx 8.
Filmado nos Estados Unidos em 1943, a obra de Howard Hawks em preto e branco é um longa com 123 minutos no qual mostra os soldados americanos em sua missão de guerra e sua relação com a aeronave, chamada de Mary-Ann. Premiado na época, baseado em fatos concretos como o ataque ao Pearl Harbour, o filme retrata o dia a dia do exército em missões especiais e a crueldade da guerra.
Assisti ao lado de um amigo alemão e quase dormi com alguns momentos de ritmo lento, tendo de lutar contra o sono. Por não ter visto o tempo de duração do filme e ele ainda ter começado com atrasado, perdi o final para poder comer algo antes do último filme do dia, a estréia do brasileiro "Hoje eu quero voltar sozinho" (The way he looks), de Daniel Ribeiro, no Cinemaxx 7, que merece um post a parte por ter sido um filme tão especial.
Platéia de "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho"
Estreando na Berlinale, Daniel Ribeiro e Diana Almeida apresentam o longa antes da exibiçãoo do mesmo
Lição do dia: checar a duração dos filmes antes de pegar os ingressos!
Pausa de filmes mas não da Berlinale: Audi Lounge
Domingo, dia 9, passei na parte da manhã para buscar os ingressos da segunda. Trabalhei nove horas em outro lugar, então não houve tempo para ir ao cinema neste dia.
Mas, por ter chegado cedo na Potsdamer Platz, pude usufruir de uma novidade para os jornalistas: o café da manhã gratuito oferecido pela Audi, no Audi lounge.
Sucos, chá, café, croissants e frutas eram servidos todos os dias na parte da manhã. Nesta Berlinale, Audi construiu uma "casa de vidro" com dois andares, bem em frente ao Berlinale Palast, dando uma visão privilegiada do tapete vermelho.
Além de comes e bebes, alguns brindes e um enorme urso (símbolo da Berlinale), no qual era possível deixar a própria assinatura, no espaço foram ainda promovidos diversos encontros e debates.
O local também era aberto ao público em algumas ocasiões e foi criado também para os fãs da Berlinale poderem se proteger do frio que é normal para esta época do ano.
Mas, por ter chegado cedo na Potsdamer Platz, pude usufruir de uma novidade para os jornalistas: o café da manhã gratuito oferecido pela Audi, no Audi lounge.
Sucos, chá, café, croissants e frutas eram servidos todos os dias na parte da manhã. Nesta Berlinale, Audi construiu uma "casa de vidro" com dois andares, bem em frente ao Berlinale Palast, dando uma visão privilegiada do tapete vermelho.
Além de comes e bebes, alguns brindes e um enorme urso (símbolo da Berlinale), no qual era possível deixar a própria assinatura, no espaço foram ainda promovidos diversos encontros e debates.
O local também era aberto ao público em algumas ocasiões e foi criado também para os fãs da Berlinale poderem se proteger do frio que é normal para esta época do ano.
Friday, 21 February 2014
Primeiro dia da „Maratona Berlinale“: 71, O Homem das Multidões, Jack, Hütter Meines Bruders
Oficialmente a minha Berlinale começou no sábado, dia 07. O primeiro filme, às 9:30 da manhã, no Zoo Palast, próximo a Zoologischer Garten, num dia ensolarado.
Ao meu lado, um simpático e atraente estudante de história. Cinema lotado para assistir a produção irlandesa de Yann Demange, ´71, um dos 20 filmes que concorreu ao Urso de Ouro.
Em cem minutos, o longa retrata os conflitos no norte da Irlanda na década de 70. O recruta Gary Hook (Jack O´Connell) é escalado para atuar numa área de conflito em Belfast. A cidade está dividida entre Protestantes e Católicos, que vivem uma guerra civil. Ambos possuem apoio do exército e defendem cegamente suas convicções.
Em uma das atuações dos soldados na região de conflito, Garry se perde junto com um colega ao perseguir um garoto que rouba uma das armas. O colega é morto e Garry fica sozinho na terra do inimigo, passando por diversas situações, medo, dor, violência, solidariedade, compaixão e traição, tentando se esconder e achar o caminho para o quartel.
Forte, com muitas cenas de violência e sangue, o filme baseado em fatos reais, mostra o quão cruel, perigoso e sem sentido uma guerra de ideologias pode ser. E como o ser humano pode ser manipulador, mesquinho, mentiroso, mau..... por outro lado, Garry mostra várias qualidades como pessoa, inclusive sua lealdade ao filho pequeno e colegas. Não é o meu estilo preferido mas com certeza, um bom filme.
O diretor Yann Demange nasceu em Paris em 1977 e foi criado em Londres.
Após uma pausa para o almoço rápido, em casa, às 14:30 a estréia do primeiro filme brasileiro neste festival: “O Homem das Multidões”, no cinema International, próximo a Alexanderplatz, uma sala linda com cortina prateada!
Sentei ao lado de um grande amigo que encontrei coincidentemente por lá. Assistimos ao filme com a presença da equipe e dos diretores de Recife na sala, Marcelo Gomes e Cao Guimarães. Filmado em Belo Horizonte em 2013, mostrou em 95 minutos a solidão nas grandes cidades.
Centrada praticamente em dois personagens, é a história de Juvenal (Paulo André) e Margô (Silvia Lourenço), que trabalham juntos para a estação ferroviária. Juvenal mora sozinho, possui apenas um único copo para tomar água, uma única cadeira para a mesa da cozinha, geladeira vazia, contendo apenas algo para beber e enlatados, e um fogão cheio de tranqueiras em cima, no qual é impossível cozinhar.
Apesar de estar sempre entre as pessoas, Juvenal se fecha na sua realidade e não busca contato. Introvertido, parece conformado com sua solidão e estilo de vida. Seu contato com as pessoas limita-se aos diálogos básicos.
Margô vive com seu pai, idoso e de poucas palavras. Vive no computador, onde busca o contato virtual, mas no dia a dia também se isola. Sem opções, acaba convidando Juvenal para ser seu padrinho de casamento com um rapaz que também conheceu pela internet.
Juvenal recusa a princípio, mas acaba cedendo e os dois tentam então, criar vínculos. Poético, a produção é um show de imagens e cenas, resultado também da mistura das qualidades artísticas de Cao Guimaraes e de direção de Marcelo Gomes. As cenas, num formato quadrado, combinam com a moderna tecnologia digital e traz um resultado diferenciado.
Com mensagens profundas, o filme tem, no entanto, um ritmo lento (duas pessoas na minha fileira dormiram! L ). Particularmente gostaria que tivessem explorado mais os motivos que levam ao isolamento, entretanto, de forma geral, gostei bastante do resultado.
O filme participou da Berlinale na sessão “Panorama”. Marcelo Gomes trabalhou também com o diretor Karim Ainouz (Praia do Futuro) no filme “Viajo porque preciso, volto porque te amo”, que estreou em 2009 em Veneza.
Da Alexanderplatz, segui para a Friedrichstrasse, onde, às 18:00, assisti à outra produção concorrendo ao Urso de Ouro: “Jack”, no Friedrichstadt Palast. O diretor de Wolfsburg, Edward Berger, filmou a história de 103 minutos em Berlim, recheando a tela com belas paisagens da cidade.
É praticamente impossível não se envolver com Jack desde o início do drama. Um dos melhores atores, principalmente se consideramos a idade, o garoto Ivo Pietzcker rouba a cena com sua atuação. Na pele de “Jack”, de 10 anos, ele mostra a vida de um criança que é obrigada a virar adulto antes do tempo. Não só cuida de si mesmo, se vestindo, preparando seu próprio café da manhã e indo para a escola como ainda, cuida do irmão mais novo, Manuel (Georg Arms).
A mãe, sozinha para criar as duas crianças de diferentes pais, quando está presente, é carinhosa, mas parece mais preocupada em encontrar um novo parceiro do que cuidar dos filhos. O roteiro não cai no clichê de drogas ou outros problemas psicológicos, mostra uma mãe jovem, imatura, que parece não perceber o mal que causa aos filhos com sua ausência.
Após um acidente com Manuel, que queima as pernas na banheira por a água estar muito quente, Jack é enviado a um orfanato e começa a viver um lado ainda mais duro da vida. Tudo piora, no entanto, quando ele tem a permissão pra visitar a mãe e o irmão, mas esta o deixa esperando e não vai busca-lo no dia combinado.
Revoltado, Jack foge do orfanato e encontra a porta de sua casa fechada. Busca seu irmão na casa de uma amiga da mãe e eles passam dias perambulando por Berlim já que a mesma resolveu viajar com um novo namorado e nem sequer avisou ou se preocupou com os filhos.
O filme é uma lição de abandono, emoções, coragem, responsabilidade e amor. E as crianças, um show de talento. Adorei.
Da Friedrichstrasse pra Potsdamer Platz. No Cinemaxx 1, às 20:30, na sessão „Perspektive deutsches Kino“, o último longa do dia. “Hüter meines Bruders” (My brother´s keeper), de Maximilian Leo, nascido em Colônia, mostra em 88 minutos a vida de dois irmãos, Gregor (Sebastian Zimmler) e Pietschi (Robert Finster).
Os dois tem estilo de vida completamente diferente, apesar de apenas dois anos de idade entre eles. Gregor, 32, é médico, casado, sério e “certinho”. Pietschi, 30, vive sem compromissos, fuma, curte a noite e as mulheres, é artista, criativo e aventureiro.
Mesmo sem quase se encontrarem, uma vez por ano os dois fazem, tradicionalmente, férias juntos pra velejar. Durante estas férias, Pietschi some e nunca mais dá notícias.
Gregor começa a procurar desesperado pelo irmão e percebe o quão pouco conhece do mesmo. Consegue entrar no seu apartamento e praticamente assume a personalidade de Pietschi, namorando inclusive a garota pela qual ele era apaixonado, Jule (Nadja Bobyleva).
Se Pietschi morreu, fugiu, se perdeu, o filme não deixa claro. De acordo com o diretor, que também estava presente na sala, foi feito assim propositalmente, para que cada espectador possa imaginar a continuação da história como quiser. Interessante roteiro.
Voltei para casa acabada de cansaço e com a primeira lição da Berlinale: tentar assistir aos filmes no mesmo cinema para evitar o vai e vem por toda Berlim!!
Ao meu lado, um simpático e atraente estudante de história. Cinema lotado para assistir a produção irlandesa de Yann Demange, ´71, um dos 20 filmes que concorreu ao Urso de Ouro.
Em cem minutos, o longa retrata os conflitos no norte da Irlanda na década de 70. O recruta Gary Hook (Jack O´Connell) é escalado para atuar numa área de conflito em Belfast. A cidade está dividida entre Protestantes e Católicos, que vivem uma guerra civil. Ambos possuem apoio do exército e defendem cegamente suas convicções.
Em uma das atuações dos soldados na região de conflito, Garry se perde junto com um colega ao perseguir um garoto que rouba uma das armas. O colega é morto e Garry fica sozinho na terra do inimigo, passando por diversas situações, medo, dor, violência, solidariedade, compaixão e traição, tentando se esconder e achar o caminho para o quartel.
Forte, com muitas cenas de violência e sangue, o filme baseado em fatos reais, mostra o quão cruel, perigoso e sem sentido uma guerra de ideologias pode ser. E como o ser humano pode ser manipulador, mesquinho, mentiroso, mau..... por outro lado, Garry mostra várias qualidades como pessoa, inclusive sua lealdade ao filho pequeno e colegas. Não é o meu estilo preferido mas com certeza, um bom filme.
O diretor Yann Demange nasceu em Paris em 1977 e foi criado em Londres.
Após uma pausa para o almoço rápido, em casa, às 14:30 a estréia do primeiro filme brasileiro neste festival: “O Homem das Multidões”, no cinema International, próximo a Alexanderplatz, uma sala linda com cortina prateada!
Sentei ao lado de um grande amigo que encontrei coincidentemente por lá. Assistimos ao filme com a presença da equipe e dos diretores de Recife na sala, Marcelo Gomes e Cao Guimarães. Filmado em Belo Horizonte em 2013, mostrou em 95 minutos a solidão nas grandes cidades.
Centrada praticamente em dois personagens, é a história de Juvenal (Paulo André) e Margô (Silvia Lourenço), que trabalham juntos para a estação ferroviária. Juvenal mora sozinho, possui apenas um único copo para tomar água, uma única cadeira para a mesa da cozinha, geladeira vazia, contendo apenas algo para beber e enlatados, e um fogão cheio de tranqueiras em cima, no qual é impossível cozinhar.
Apesar de estar sempre entre as pessoas, Juvenal se fecha na sua realidade e não busca contato. Introvertido, parece conformado com sua solidão e estilo de vida. Seu contato com as pessoas limita-se aos diálogos básicos.
Margô vive com seu pai, idoso e de poucas palavras. Vive no computador, onde busca o contato virtual, mas no dia a dia também se isola. Sem opções, acaba convidando Juvenal para ser seu padrinho de casamento com um rapaz que também conheceu pela internet.
Juvenal recusa a princípio, mas acaba cedendo e os dois tentam então, criar vínculos. Poético, a produção é um show de imagens e cenas, resultado também da mistura das qualidades artísticas de Cao Guimaraes e de direção de Marcelo Gomes. As cenas, num formato quadrado, combinam com a moderna tecnologia digital e traz um resultado diferenciado.
Com mensagens profundas, o filme tem, no entanto, um ritmo lento (duas pessoas na minha fileira dormiram! L ). Particularmente gostaria que tivessem explorado mais os motivos que levam ao isolamento, entretanto, de forma geral, gostei bastante do resultado.
O filme participou da Berlinale na sessão “Panorama”. Marcelo Gomes trabalhou também com o diretor Karim Ainouz (Praia do Futuro) no filme “Viajo porque preciso, volto porque te amo”, que estreou em 2009 em Veneza.
Da Alexanderplatz, segui para a Friedrichstrasse, onde, às 18:00, assisti à outra produção concorrendo ao Urso de Ouro: “Jack”, no Friedrichstadt Palast. O diretor de Wolfsburg, Edward Berger, filmou a história de 103 minutos em Berlim, recheando a tela com belas paisagens da cidade.
É praticamente impossível não se envolver com Jack desde o início do drama. Um dos melhores atores, principalmente se consideramos a idade, o garoto Ivo Pietzcker rouba a cena com sua atuação. Na pele de “Jack”, de 10 anos, ele mostra a vida de um criança que é obrigada a virar adulto antes do tempo. Não só cuida de si mesmo, se vestindo, preparando seu próprio café da manhã e indo para a escola como ainda, cuida do irmão mais novo, Manuel (Georg Arms).
A mãe, sozinha para criar as duas crianças de diferentes pais, quando está presente, é carinhosa, mas parece mais preocupada em encontrar um novo parceiro do que cuidar dos filhos. O roteiro não cai no clichê de drogas ou outros problemas psicológicos, mostra uma mãe jovem, imatura, que parece não perceber o mal que causa aos filhos com sua ausência.
Após um acidente com Manuel, que queima as pernas na banheira por a água estar muito quente, Jack é enviado a um orfanato e começa a viver um lado ainda mais duro da vida. Tudo piora, no entanto, quando ele tem a permissão pra visitar a mãe e o irmão, mas esta o deixa esperando e não vai busca-lo no dia combinado.
Revoltado, Jack foge do orfanato e encontra a porta de sua casa fechada. Busca seu irmão na casa de uma amiga da mãe e eles passam dias perambulando por Berlim já que a mesma resolveu viajar com um novo namorado e nem sequer avisou ou se preocupou com os filhos.
O filme é uma lição de abandono, emoções, coragem, responsabilidade e amor. E as crianças, um show de talento. Adorei.
Da Friedrichstrasse pra Potsdamer Platz. No Cinemaxx 1, às 20:30, na sessão „Perspektive deutsches Kino“, o último longa do dia. “Hüter meines Bruders” (My brother´s keeper), de Maximilian Leo, nascido em Colônia, mostra em 88 minutos a vida de dois irmãos, Gregor (Sebastian Zimmler) e Pietschi (Robert Finster).
Os dois tem estilo de vida completamente diferente, apesar de apenas dois anos de idade entre eles. Gregor, 32, é médico, casado, sério e “certinho”. Pietschi, 30, vive sem compromissos, fuma, curte a noite e as mulheres, é artista, criativo e aventureiro.
Mesmo sem quase se encontrarem, uma vez por ano os dois fazem, tradicionalmente, férias juntos pra velejar. Durante estas férias, Pietschi some e nunca mais dá notícias.
Gregor começa a procurar desesperado pelo irmão e percebe o quão pouco conhece do mesmo. Consegue entrar no seu apartamento e praticamente assume a personalidade de Pietschi, namorando inclusive a garota pela qual ele era apaixonado, Jule (Nadja Bobyleva).
Se Pietschi morreu, fugiu, se perdeu, o filme não deixa claro. De acordo com o diretor, que também estava presente na sala, foi feito assim propositalmente, para que cada espectador possa imaginar a continuação da história como quiser. Interessante roteiro.
Voltei para casa acabada de cansaço e com a primeira lição da Berlinale: tentar assistir aos filmes no mesmo cinema para evitar o vai e vem por toda Berlim!!
Wednesday, 19 February 2014
Alltag in Berlin...
Neben einen Discounter gibt es einen sehr gut grill Imbiss.
Gestern konnte man ein Schreck kriegen mit den ganze Polizei Autos die dort waren und so, das es wie einen riesigen Polizei Einsatz aussah (es waren mindestens sieben Polizisten)....
Naja, die haben auch Hunger und stand ganz brav auf die Schlange vor den Imbiss.... ;)
Gestern konnte man ein Schreck kriegen mit den ganze Polizei Autos die dort waren und so, das es wie einen riesigen Polizei Einsatz aussah (es waren mindestens sieben Polizisten)....
Naja, die haben auch Hunger und stand ganz brav auf die Schlange vor den Imbiss.... ;)
Mil oitocentos e trinta e um minutos de filme..... Berlinale 2014, a maratona! :)
Apesar de escrever há anos sobre a Berlinale e ser a segunda vez que participei credenciada como jornalista, este ano, nesta 64° edição do Festival que ocorreu de 06 a 16 de fevereiro, modifiquei minha rotina para poder me dedicar à cobertura.
E confesso que subestimei! Só de tempo de filme, foram 1831 minutos, mais de 30 horas em nove dias. Soma-se o tempo de participar de outros eventos (coletiva de imprensa no fim de janeiro, coletiva com os brasileiros, entrevistas e debates, festas...), buscar diariamente os ingressos, de locomoção entre um cinema e outro, chega-se a uma jornada de trabalho muito superior às "normais" quarenta horas na semana.
Não é a toa que chamo o festival de maratona. E no fim, a sensação de cansaço de ter corrido vários quilômetros. Os "efeitos psicológicos" também são igualmente interessantes de observar.
No meio da correria, teve momentos em que me sentia feliz de não estar numa sala de cinema. Já quando o fim se aproxima, um lado tende a se alegrar com o merecido descanso, o outro lamenta não ter conseguido ver tudo o que gostaria de ter visto, e já se alegra com a próxima edição. E ainda, os sonhos, que após tantos filmes, misturam roteiros e atores na cabeça, enquanto o corpo descansa.
Pequenos detalhes começam a ganhar grande importância: quem sentará ao meu lado neste filme? Quão confortáveis serão as cadeiras? Poderei consumir alguma coisa (bebida e comida)? O filme será bom?
Também se aprende a fazer uma logística funcional. Levar lanches e chá pra não gastar tanto, pegar os filmes no mesmo cinema pra não perder tempo e se estressar correndo por Berlim, pendurar a jaqueta na própria cadeira para evitar as filas do "Garderobe", local onde pode se deixar os pertences, programar o primeiro filme na Potsdamer Platz, onde se busca os ingressos, um dia antes de cada sessão, etc.
Este ano teve ainda a cooperação do tempo. Se no fim de janeiro, quando teve a coletiva de imprensa, ainda havia neve e menos 13 graus de temperatura, os dias do festival foram na maioria ensolarados e agradáveis, chegando até aos doze graus e em nenhum deles, com temperatura abaixo de zero. Ou seja, foi a Berlinale "mais quente" que já se teve.
Quanto as casas de espetáculos, suas cadeiras e arquitetura, assisti filmes em diferentes cinemas: Berlinale Palast, Friedrichstadtpalast, International, Zoo Palast, Cinemaxx, Cubix.
Assento duro e apertado, com pouco espaço tanto para braços, quanto para as pernas e na minha opinião, o pior de todos, é o Friedrichstadtpalast. O local é lindo mas em termos de conforto deixa muito a desejar.
Extremo contrário é o Zoo Palast. Após anos sem participar do festival e ter sido reformado, retornou este ano com todo estilo: tem cadeiras grandes, móveis e super confortáveis, espaço mais do que suficiente e as salas ficaram lindas.
A única casa que proibiu o consumo inclusive de água foi a Berlinale Palast, justamente onde é o tapete vermelho.... Sinceramente, foram os dois filmes em que mais tossi, já que sempre levava chá e água caso a garganta começasse a coçar. Nestes dias, nem uma pastilha atrás da outra deram conta de segurar pequenos desagradáveis ataques de tosse.
Aliás, a tosse é um "tema" na Berlinale. Em um dos filmes, um pouco antes do início, um ataque generalizado no cinema gerou risadas nervosas logo em seguida. Sim, o quanto mais se puder evitar tossir, melhor. Percebe-se que é uma "regra de etiqueta" não oficial. Com várias pessoas troquei ideia sobre isso e como fazer pra segurar ou evitar as tosses.
Claro que se elas vêm e são inevitáveis, a pessoa o faz o mais discretamente possível e sempre terá um olhar meio de compaixão com reprovação... Particularmente, perdi o primeiro dia dos filmes, a sexta dia 7 por estar meio resfriada e tossindo demais. Quis evitar ser expulsa de um cinema logo no primeiro dia!! ;) Exagero a parte, sim, realmente preferi evitar do que atrapalhar os outros...
Quanto aos meus "companheiros" de filme, vivi de tudo: uma senhora antipática com um terrível perfume, um homem peludo que encostava braço e perna constatemente e me incomodou o filme todo, um senhor que chutava a minha cadeira a cada dez minutos até eu reclamar, cadeiras vazias, pessoas super interessantes como um estudante de história (inclusive muito atraente) na minha estréia, com o qual bati um longo papo ou um homem de Dusseldorf que tirou férias para acompanhar a Berlinale com a esposa e inclusive, os atores e diretores do "Hoje eu quero voltar sozinho" que assistiram então a estréia do filme "Praia do Futuro" ao meu lado.
Quanto à qualidade dos filmes, ou eu dei muita sorte, ou a qualidade do Festival estava realmente alta. De todos, só um me incomodou muito, o curta japonesa Soliton. E no clássico americano Air Force tive de lutar contra o sono.
A Berlinale acabou mas os filmes começarão agora a poderem serem vistos no cinema. Por isso, ao longo dos próximos dias, quem quiser poderá acompanhar aqui as minhas impressões sobre os longas e curtas que consegui assistir.
E já fica a expectativa da próxima edição de 2015...
E confesso que subestimei! Só de tempo de filme, foram 1831 minutos, mais de 30 horas em nove dias. Soma-se o tempo de participar de outros eventos (coletiva de imprensa no fim de janeiro, coletiva com os brasileiros, entrevistas e debates, festas...), buscar diariamente os ingressos, de locomoção entre um cinema e outro, chega-se a uma jornada de trabalho muito superior às "normais" quarenta horas na semana.
Não é a toa que chamo o festival de maratona. E no fim, a sensação de cansaço de ter corrido vários quilômetros. Os "efeitos psicológicos" também são igualmente interessantes de observar.
No meio da correria, teve momentos em que me sentia feliz de não estar numa sala de cinema. Já quando o fim se aproxima, um lado tende a se alegrar com o merecido descanso, o outro lamenta não ter conseguido ver tudo o que gostaria de ter visto, e já se alegra com a próxima edição. E ainda, os sonhos, que após tantos filmes, misturam roteiros e atores na cabeça, enquanto o corpo descansa.
Pequenos detalhes começam a ganhar grande importância: quem sentará ao meu lado neste filme? Quão confortáveis serão as cadeiras? Poderei consumir alguma coisa (bebida e comida)? O filme será bom?
Também se aprende a fazer uma logística funcional. Levar lanches e chá pra não gastar tanto, pegar os filmes no mesmo cinema pra não perder tempo e se estressar correndo por Berlim, pendurar a jaqueta na própria cadeira para evitar as filas do "Garderobe", local onde pode se deixar os pertences, programar o primeiro filme na Potsdamer Platz, onde se busca os ingressos, um dia antes de cada sessão, etc.
Este ano teve ainda a cooperação do tempo. Se no fim de janeiro, quando teve a coletiva de imprensa, ainda havia neve e menos 13 graus de temperatura, os dias do festival foram na maioria ensolarados e agradáveis, chegando até aos doze graus e em nenhum deles, com temperatura abaixo de zero. Ou seja, foi a Berlinale "mais quente" que já se teve.
Quanto as casas de espetáculos, suas cadeiras e arquitetura, assisti filmes em diferentes cinemas: Berlinale Palast, Friedrichstadtpalast, International, Zoo Palast, Cinemaxx, Cubix.
Assento duro e apertado, com pouco espaço tanto para braços, quanto para as pernas e na minha opinião, o pior de todos, é o Friedrichstadtpalast. O local é lindo mas em termos de conforto deixa muito a desejar.
Extremo contrário é o Zoo Palast. Após anos sem participar do festival e ter sido reformado, retornou este ano com todo estilo: tem cadeiras grandes, móveis e super confortáveis, espaço mais do que suficiente e as salas ficaram lindas.
A única casa que proibiu o consumo inclusive de água foi a Berlinale Palast, justamente onde é o tapete vermelho.... Sinceramente, foram os dois filmes em que mais tossi, já que sempre levava chá e água caso a garganta começasse a coçar. Nestes dias, nem uma pastilha atrás da outra deram conta de segurar pequenos desagradáveis ataques de tosse.
Aliás, a tosse é um "tema" na Berlinale. Em um dos filmes, um pouco antes do início, um ataque generalizado no cinema gerou risadas nervosas logo em seguida. Sim, o quanto mais se puder evitar tossir, melhor. Percebe-se que é uma "regra de etiqueta" não oficial. Com várias pessoas troquei ideia sobre isso e como fazer pra segurar ou evitar as tosses.
Claro que se elas vêm e são inevitáveis, a pessoa o faz o mais discretamente possível e sempre terá um olhar meio de compaixão com reprovação... Particularmente, perdi o primeiro dia dos filmes, a sexta dia 7 por estar meio resfriada e tossindo demais. Quis evitar ser expulsa de um cinema logo no primeiro dia!! ;) Exagero a parte, sim, realmente preferi evitar do que atrapalhar os outros...
Quanto aos meus "companheiros" de filme, vivi de tudo: uma senhora antipática com um terrível perfume, um homem peludo que encostava braço e perna constatemente e me incomodou o filme todo, um senhor que chutava a minha cadeira a cada dez minutos até eu reclamar, cadeiras vazias, pessoas super interessantes como um estudante de história (inclusive muito atraente) na minha estréia, com o qual bati um longo papo ou um homem de Dusseldorf que tirou férias para acompanhar a Berlinale com a esposa e inclusive, os atores e diretores do "Hoje eu quero voltar sozinho" que assistiram então a estréia do filme "Praia do Futuro" ao meu lado.
Quanto à qualidade dos filmes, ou eu dei muita sorte, ou a qualidade do Festival estava realmente alta. De todos, só um me incomodou muito, o curta japonesa Soliton. E no clássico americano Air Force tive de lutar contra o sono.
A Berlinale acabou mas os filmes começarão agora a poderem serem vistos no cinema. Por isso, ao longo dos próximos dias, quem quiser poderá acompanhar aqui as minhas impressões sobre os longas e curtas que consegui assistir.
E já fica a expectativa da próxima edição de 2015...
Tuesday, 18 February 2014
Link Europa auf Deutsch
"Das Leben ist zu kurz um Deutsch zu lernen"....das sagen wir, Brasilianern, unter uns... ;)
Naja, ich bin 13 Jahren dabei zu lernen und es fehlt immer noch schwer fehlerfrei zu reden und besonderes, zu schreiben.....
trotzdem, ich bin Journalisten, liebe über vieles zu berichten/schreiben und habe mich entschieden, ab jetzt, auch in mein Deutsch anfangen zu posten....
so können auch eventuell Leser und Leserin mir helfen, die Sprache zu verbessern und hoffentlich, ein bisschen von "Das Leben in Deutschland durch den Blick einen Brasilianerin" mit zu erfahren... :)
Ich hoffe, es macht euch auch Spaß!!! :)
Willkommen bei Link Europa! :)
Naja, ich bin 13 Jahren dabei zu lernen und es fehlt immer noch schwer fehlerfrei zu reden und besonderes, zu schreiben.....
trotzdem, ich bin Journalisten, liebe über vieles zu berichten/schreiben und habe mich entschieden, ab jetzt, auch in mein Deutsch anfangen zu posten....
so können auch eventuell Leser und Leserin mir helfen, die Sprache zu verbessern und hoffentlich, ein bisschen von "Das Leben in Deutschland durch den Blick einen Brasilianerin" mit zu erfahren... :)
Ich hoffe, es macht euch auch Spaß!!! :)
Willkommen bei Link Europa! :)
Saturday, 15 February 2014
Prêmios divulgados: Urso de ouro vai para a China e Brasil ganha alguns prêmios com "Hoje eu quero voltar sozinho"
O Urso de Ouro, mais cobiçado prêmio da Berlinale, o festival de Berlim, foi para a China. O diretor Diao Yinan convenceu o juri internacional com o longa de 106 minutos "Bai Ri Yah Huo", passado numa cidade do interior do norte da China, um crime com várias mortes, uma pitada de amor e bons atores. Tanto que Liao Fan, que protagonisa o filme como Zhang Zili, levou o urso prateado de melhor ator.
Ganhou de outros 19 filmes, entre eles o brasileiro "Praia do Futuro", que representaram o total 21 países (várias coproduções). Outros seis ursos de pratas e diversos prêmios foram distribuídos neste sábado (alguns serão entregues amanhã).
O Brasil, que estava concorrendo com "Praia do Futuro", não ficou de mãos vazias. "Hoje eu quero voltar sozinho", de Daniel Ribeiro, recebeu, entre outros, Teddy Award como melhor filme, e o "Premio Fipresci do Juri".
A Alemanha, que pela primeira vez em anos teve quatro produções na disputa, conseguiu um dos ursos prateados para o roteiro de Kreuzweg, do diretor Dietrich Brüggemann, que escreveu o roteiro com sua irmã Anna Brüggemann.
A minha Berlinale acaba amanhã, com o último filme às 20:00. Foi uma maratona e uma deliciosa aventura participar. Por isso, mesmo que já seja então passado, a ideia é publicar durante a próxima semana um "diário de bordo" com os principais momentos, opinião sobre os filmes, bastidores, etc.
Afinal, a Berlinale acabou mas os filmes estarão agora estreando nos cinemas do mundo todo.
Ganhou de outros 19 filmes, entre eles o brasileiro "Praia do Futuro", que representaram o total 21 países (várias coproduções). Outros seis ursos de pratas e diversos prêmios foram distribuídos neste sábado (alguns serão entregues amanhã).
O Brasil, que estava concorrendo com "Praia do Futuro", não ficou de mãos vazias. "Hoje eu quero voltar sozinho", de Daniel Ribeiro, recebeu, entre outros, Teddy Award como melhor filme, e o "Premio Fipresci do Juri".
A Alemanha, que pela primeira vez em anos teve quatro produções na disputa, conseguiu um dos ursos prateados para o roteiro de Kreuzweg, do diretor Dietrich Brüggemann, que escreveu o roteiro com sua irmã Anna Brüggemann.
A minha Berlinale acaba amanhã, com o último filme às 20:00. Foi uma maratona e uma deliciosa aventura participar. Por isso, mesmo que já seja então passado, a ideia é publicar durante a próxima semana um "diário de bordo" com os principais momentos, opinião sobre os filmes, bastidores, etc.
Afinal, a Berlinale acabou mas os filmes estarão agora estreando nos cinemas do mundo todo.
Brasil concorre hoje ao Urso de Ouro com “Praia do Futuro”
Longa do diretor cearense Karim Ainouz, que tem Wagner Moura
como protagonista, disputa com outros 19 filmes (publicado hoje no Jornal de Jundiaí)
Por: Sandra Mezzalira Gomes, de Berlim
Hoje a noite será entregue, entre outros prêmios, o cobiçado
Urso de Ouro da 64° Berlinale, Festival
de Cinema de Berlim, realizado de 6 a 16 de fevereiro. Vinte filmes, de vinte e
um países (vários são coproduções) estão concorrendo. O Brasil, que desde 2008
não entrava na competição, disputa com “Praia do Futuro”.
Em 106 minutos, o longa do diretor cearense Karim Ainouz,
coprodução Brasil-Alemanha, foi filmado em Fortaleza e Berlim. Donato, o
personagem de Wagner Moura que ficou conhecido como Capitão Nascimento, de “Tropa de Elite”, é um bombeiro e tenta
salvar, logo no início do filme, dois turistas alemães que se arriscam
no turbulento mar da Praia do Futuro. Um deles morre afogado. “A
história começa com morte, mas os
personagens são cheios de vida e vontade de mudar”, comentou Karim na coletiva
de imprensa organizada pela Embaixada Brasileira em Berlim, na última
quinta-feira, no Instituto Íbero
Americano.
O roteiro segue mostrando o bombeiro Donato se envolvendo
com o turista alemão Konrad (Clemens Schick) a ponto de decidir largar tudo,
inclusive Ayrton, seu irmão mais novo para o qual é praticamente um pai, e
tentar a vida na capital alemã, ao lado do amante. “Falamos da partida, das
mudanças, da reinvenção das pessoas. O fato de serem dois homens se amando é
apenas um detalhe, quisemos olhar no
íntimo do ser humano para entender o que é esta experiência de sair do país”,
explicou Karim.
Para o diretor, o filme tematiza, sim, também a masculinidade em 2014 e é baseado
praticamente nos três personagens: Donato, Konrad e Ayrton. Entretanto,
o ponto principal é a busca pela vida, as diferentes emoções que todos,
homens e mulheres, vivemos.”É importante mostrar que homem também chora, que,
mesmo sendo um herói, também pode ser um covarde. Donato abandona a família
radicalmente e passa anos sem entrar em contato. Os motivos que o levam a ter
de apagar seu passado para se reencontrar são tantos, que preferimos não dar uma resposta. É um
filme que fala também de afeto”.
Wagner Moura afirma que foi preciso conhecer bem o ator
Clemens Schick e desenvolver uma grande empatia para poder realizar o projeto.
“Quando jantamos juntos pela primeira vez e Karim falou do filme, sabia que teríamos uma jornada difícil,
complexa e linda pela frente e não teria como funcionar se não tivesse uma
simpatia, uma identificação artística entre nós”.
São várias as cenas
nas quais os dois aparecem fazendo sexo e se acariciando. “É um filme de muito
silêncio e eu gosto disso. O Donato é misterioso, o mundo acontece dentro dele,
o Karim me filmou muito parado, só o rosto, o personagem se coloca muito
fisicamente, como ele transa, dança ou nada.
Para muita coisa, no cinema, não é preciso palavras”, observa Moura.
Outra cena marcante é o reencontro dos dois irmãos. Ayrton,
interpretado por Jesuita Barbosa, economiza dinheiro após a morte da mãe em
Fortaleza, para procurar Donato na
Europa, que não via desde sua infância. Então adolescente, chega de surpresa em
seu apartamento em Berlim. “Como seria o diálogo de duas pessoas que não se
veem há oito anos? Oi, tudo bem? Não tinha como ter um diálogo, tinha de ser
uma ação física”, explica Karim. Os irmãos se abraçam e se repudiam
simultaneamente, Ayrton bate, num certo momento, com ódio em Donato. “Fazer esta cena foi bem difícil,
o Wagner é um homem grande e tive de pensar no corpo dele também para não
machucá-lo. Quando se ama, também se
odeia”, disse Jesuíta Barbosa, que foi muito elogiado por sua atuação.
Karim, morador em Berlim há alguns anos, explica que a
cidade tem ainda esta dualidade, por ter sida dividida pelo muro, passa por
constantes transformações de se renovar, de continuar buscando um novo caminho.
“Quando o muro cai, as pessoas se reencontram. Berlim é a cidade do futuro,
cheio de pessoas que têm vontade de encontrar a vida. Aqui também há vários
espaços vazios, que proporcionam ao emigrante confrontar-se consigo mesmo, nestes lugares de passagem”, analisou Karim,
comentando que as filmagens na capital alemã duraram cerca de seis semanas.
Se a história irá convencer os jurados, saberemos hoje a
noite, no BerlinalerPalast. Os brasileiros que quiserem conferir o trabalho,
poderão fazê-lo a partir de primeiro de maio, quando “Praia do Futuro” estreará
nas principais capitais brasileiras.
Outros longas
O Brasil também participou do festival em outras sessões,
como “Panorama”, com o filme “Hoje eu quero voltar sozinho”, do diretor Daniel
Ribeiro (estréia no final de março em São Paulo e Rio), “O Homem das
multidões”, dos diretores Marcelo Gomes e Cao Guimarães, no “Forum” com
“Castanha”, de Davi Pretto e com o curta no “GenerationKPlus” de Giuliana
Monteiro, “Eu não digo adeus, digo até logo”. http://portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=1&Int_ID=221568
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